terça-feira, 18 de agosto de 2009

Rosa Amor

A levesa de uma brisa a afagar o vidroQue escoacha de fronte à janela Lamina e SolejaTransparente, Frágil e Tropega Vitral da sua lua.Timida, Vertente e Ridicula da sua cor... Rosa Amor!Lágrimas de vidro com sons a ecoaram de longeComo se a chamar para o Sol Primavera de onde veio,“volta na sua cristalina aparição, Rosa de Verão!”E Chiam e reclamam pela sua presença, efemera e vertente...A alma chora em bategas de água escura,Vermelho sangue que vem de dentro da sua taça rosa,Verte o que os olhos veêm e os gritos não ecoaam,Expulsa os anjos que em si demoram...É Rosa ao Sol de Outuno, amarelo e laranja conforme,Recebe a luz como a transparência que de si descorre,E ultrapassa-a, vertendo rosa ao que a rodeia,Mesa, naprons, jarras, flores e cadeiras,Cabeças funcionais desta Casa Cal...Formas destorcidas, opacas, entranhadas!A taça de fronte ao Sol de Inverno,Constante no seu Rosa Amor, suave...terno!Verte porque é de seu temperamento verter,Tremelicando nas suas cores, quase perde a sua transparência,Momentos doentes e gélidos, febris e opacos, como os do resto desta Cal...Voa que voa, na sua direcção chão,Falta-lhe uma asa, pedem-lhe a razão fria e sombria.Pede que a pisem, que lhe estilhace em vão...O Seu Rosa Amor espalhado pelos tacos que ecoam,Contando a sua triste história, a sua lua...Os seus pedidos, os seus anseios, a sua cor...Rosa Amor,Feios, esquecidos e vertidos num chão poeirento e racional,Sem transparência aos raios do Sol, uma Cal Branca em todo em redorOpaca, Fria, Sombria e de longe os ecos calam-se num gemido:“Eras tu...Rosa de Verão, o nosso sentido, a nossa cor...o nosso coração”!

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